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Relato de viagem: um roteiro despretensioso em Lisboa

Uma escala que virou destino.

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Lisboa entrou no nosso itinerário de viagem à Europa meio que de gaiato. Era somente um ponto de conexão, mas por que não aproveitar? A ideia inicial eram cinco horas na cidade: tempo de esticar as pernas entre um voo e outro. Mas aí a gente decidiu esticar para duas noites. Na nossa cabeça, Lisboa era só o caminho. Londres era o destino.

Mas Lisboa, não deixou passar em branco, se a gente soubesse, esses dois dias teriam sido, no mínimo cinco.

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Bondinho na Praça do Comércio, Lisboa, Portugal (Foto: Vitor de Arruda Pereira | Sem Roteiro)

Isso tudo por que na época não tinha o voo direto de Porto Alegre para a Europa. Então, se você é gaúcho e está pensando em fazer essa rota, agora fica mais fácil. A TAP tem voos diretos entre Porto Alegre e Lisboa, são três frequências semanais: às terças, quintas e sábados. Para quem mora no Sul e sempre teve que fazer conexão em São Paulo para chegar à Europa, isso muda bastante e torna a viagem menos cansativa.

O que mais nos encantou em Lisboa?

Relato do Vitor:

Eu conhecia Portugal de livro, literalmente. História do Descobrimento, os navegadores, o Tratado de Tordesilhas: tudo aprendido na escola. Quando Lisboa entrou no roteiro comecei a pesquisar mais, e foi aí que descobri que a cidade era dividida entre uma parte antiga e uma nova, o que já me pareceu mais interessante do que eu esperava. Mas é diferente quando você está lá.

Saímos do trem que pegamos no aeroporto e já estava tudo diferente do que eu tinha imaginado. Prédios antigos, ladeiras, ruas estreitas. A gente ficou hospedado no Alfama, um bairro histórico. Os bondes cortando ruas de paralelepípedo, igrejas sem cobrar ingresso (detalhe que chamou muito a atenção comparado com o que a gente viu depois em Paris e Amsterdã), e aquele salmão grelhado com o tempero no ponto que apareceu numa mesa de almoço e ficou na lembrança.

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Almoço de posta de Salmão no bairro Belém, Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro)

O túmulo de Pedro Vaz de Caminha, ali na minha frente. O cara que escreveu a carta que a gente decorou na quinta série estava ali, de verdade, era a história na nossa frente, e não só nos livros.

Relato da Rô:

Minha ficha caiu quando a gente desceu do trem. Do lado de fora a primeira coisa que eu vi foi o Arco da Rua Augusta. Pensei: a gente tá aqui mesmo. Aquela sensação estranha de que o lugar que só viu em foto finalmente tá sendo vivido por você.

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Arco da Rua Augusta em, Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro)

O Bairro Alfama me pegou de surpresa. Os táxis não entram lá, as ruas são becos de pedra onde mal passa um carro. Foi perrengue subir aquelas lateiras com malas pesadas e um prédio sem elevador. Mas valeu tanto a pena ver a história viva, no cotidiano daquele lugar, que isso já nem era mais problema.

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Igreja de São Miguel, dos anos 1600, em Alfama, Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro) , Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro)

Andamos muito em Lisboa. Mais do que meu preparo físico aguentava, honestamente. Mas tem um momento que ficou marcado, o café me salvou. Eu já não conseguia nem pensar mais de tanto cansaço e aquele Starbucks salvou o que restava das minhas forças. Assim conseguimos explorar um pouco mais.

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Caminhadas intermináveis pelas ruas escorregadias de Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro) , Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro)

O que Lisboa deixou

A gente foi embora com aquela sensação de quem ficou pouco tempo em um lugar bom. Não vimos a Lisboa Moderna, não cruzamos a ponte, não exploramos os arredores como gostaríamos. Ficaram na lista para a próxima vez, porque sim, certamente vai ter uma próxima vez.

Existe um tipo de viagem onde você sai sabendo exatamente o que volta pra buscar. Lisboa foi isso com a gente.

E o que começou como uma escala de cinco horas acabou sendo o início de mais quinze dias que a gente não esquece. Às vezes o melhor de uma viagem está exatamente onde você menos esperava encontrar. Foi assim que Lisboa se apresentou pra gente, deixando um gostinho de quero mais.

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Pôr do Sol na Torre de Belém, Lisboa, Portugal (Foto: Rosana Klafke | Sem Roteiro)

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