Esqueça a ideia de que o sul do Rio Grande do Sul é apenas um caminho de passagem. Cruzar a Lagoa dos Patos de balsa e desembarcar na cidade de Rio Grande é entrar em um cenário onde a maior praia do mundo divide espaço com cenários que guardam os primeiros capítulos da história gaúcha.
Fundada em 1737 pelo Brigadeiro José da Silva Paes, Rio Grande carrega o título de cidade mais antiga do Rio Grande do Sul. A cidade fica localizada na Região Sul do Rio Grande do Sul. Nós do Sem Roteiro (Vitor de Arruda Pereira e Rosana Klafke) fizemos o caminho, de carro, entre Porto Alegre e Rio Grande, pela BR-101.
É um trajeto bem interessante para quem gosta de começar uma viagem por um caminho alternativo. Ao escolher esse caminho, embarcamos na balsa em São José do Norte para entrar em Rio Grande. Valeu muito (dá um friozinho na barriga atravessar a lagoa hehehe).

Ao entrar na cidade, a gente percebeu que Rio Grande respira história portuária e ostenta casarios antigos. Aliás, um exemplo é lugar onde ficamos hospedados, no Hostel Rheingantz. Ele é um prédio antigo e a história dele envolve o desenvolvimento econômico da cidade. Ficamos encantados com o lugar (não faltou conforto e a gente se sentiu em casa).
O charme do Centro Histórico
Caminhar pelo Centro de Rio Grande é fazer uma viagem no tempo, com forte influência da colonização portuguesa do século XVIII e XIX. A gente destacou quatro pontos importantes para enriquecer o seu passeio e tirar várias fotos:
- Prédio da Antiga Alfândega: Construído em 1804 por ordem do Imperador D. Pedro II, é um dos mais belos exemplares da arquitetura neoclássica na região e abriga o Museu da Cidade.
- Catedral de São Pedro: Inaugurada em 1755, é o templo religioso mais antigo do estado e é tombada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico Nacional.
- Mercado Público Municipal: Localizado à beira da Laguna dos Patos, é um ótimo ponto para provar a gastronomia local à base de frutos do mar e comprar artesanato.
- Praça Xavier Ferreira e Praça Tamandaré: Espaços arborizados perfeitos para um bom chimarrão. A Tamandaré é a maior praça do interior do estado e abriga o monumento-túmulo com os restos mortais de Bento Gonçalves, líder da Revolução Farroupilha.

Museus
Ao passear pela cidade de Rio Grande e visitar a gente foi surpreendido com a possibilidade de ver pinguins. Ficamos empolgados e resolvemos ver se teríamos sorte (a sensação que a gente estava na Antártida hahaha). Isso vai ficar para sempre marcado!!
Rio Grande abriga a Furg (Universidade Federal do Rio Grande), que gerencia espaços culturais imperdíveis para quem gosta de biologia e história náutica:
- Museu Oceanográfico Professor Eliézer de Carvalho Rios: É o maior museu oceanográfico da América Latina. Conta com uma coleção gigantesca de conchas e fósseis, além de manter um centro de recuperação de animais marinhos (como pinguins e lobos-do-mar).
- Museu Antártico: Uma réplica fiel das primeiras instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, permitindo entender como vivem os pesquisadores no continente gelado.

Praia do Cassino
Não tem como falar sobre Rio Grande e deixar de lado a Praia do Cassino. Reconhecida pelo Guinness Book como a maior praia em extensão do mundo, o Cassino tem mais de 220 km de faixa de areia contínua, estendendo-se até o Chuí. É um balneário vibrante onde os carros podem estacionar na beira do mar.
Na praia, os Molhes da Barra são uma das principais atrações. Tratam-se de gigantescos quebra-mares feitos com pedras enormes que avançam mais de 4 km mar adentro para garantir a segurança dos navios que entram no porto. O grande destaque aqui é o passeio de vagonetas — carrinhos movidos à vela que correm sobre trilhos controlados pelos vagoneteiros. No final do percurso, é comum avistar lobos e leões-marinhos descansando nas pedras.

Em resumo, é uma cidade que não pode ficar de fora dos roteiros dos viajantes! A gente gostou demais de Rio Grande!!
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